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Brasil disponibiliza acesso a tratamento inovador contra o câncer de mama

18 de março de 2020 – A aprovação nos Estados Unidos de um tratamento inovador contra o câncer de mama tem causado grande repercussão entre os oncologistas e também nas pessoas que têm diagnóstico de câncer mama.

Vários meios de comunicação têm destacado a nova droga como uma “esperança a pacientes com câncer de mama”.

A droga em questão é o trastuzumabe-deruxtecan, também conhecida como DS8201. Os pesquisadores do estudo DESTINY1-Breast01 divulgaram em dezembro de 2019 no maior evento mundial sobre câncer de mama, o San Antônio Breast Câncer Symposium (SABCS 2019), no Texas, Estados Unidos, os resultados surpreendentes do novo medicamento.

“Estamos realmente diante de um tratamento revolucionário. Os resultados apresentados no estudo de fase 2, demonstraram benefícios formidáveis em pacientes portadoras de câncer de mama metastático HER2 positivo, que já haviam realizado, em média, seis tipos de tratamentos”, comenta a médica Lilian Arruda, oncologista clínica e coordenadora médica do Centro de Pesquisas IBCC Oncologia.

O que é câncer de mama HER-2 positivo

Alguns tipos de câncer de mama apresentam um número aumentado de receptores HER-2 na superfície das células (o médico consegue checar esse perfil por meio de uma bateria de exames). Esta condição é conhecida como super expressão do HER-2 e contribui para o crescimento descontrolado das células, que é a principal característica do câncer. Por isso é um tipo mais agressivo de tumor.

Quem vai ter acesso

Aprovada nos EUA em 6 de janeiro de 2020, no Brasil, o acesso à droga é disponibilizado por meio de protocolos de pesquisa. Diversos centros de pesquisa no Brasil estão recrutando pacientes para estudos com o uso da nova droga.

Dra. Lilian Arruda destaca que uma das diversas vantagens de participar de pesquisa clínica é a oportunidade de usufruir de uma medicação ou procedimento ainda não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou que ainda não está sequer sendo comercializada.

O Centro de Pesquisa Clínica do IBCC Oncologia é um dos locais que está recrutando pacientes para a pesquisa com o novo medicamento.

Saiba mais:  https://ibcc.org.br/pesquisa-clinica/

Colaboração de Dra. Lilian Arruda – oncologista clínica e coordenadora médica do Centro de Pesquisas IBCC Oncologia.